sexta-feira, 4 de abril de 2008

"Serviço sujo"

Existem jogadores no futebol, que não são nenhum primor no que diz respeito a técnica, mas são verdadeiros mestres em realizar o "jogo sujo" da equipe. Uma vez em entrevista, para uma emissora de televisão, Vanderlei Luxemburgo afirmou que um time não pode ser apenas de bonzinhos, precisava também de vilões.
É claro que esses jogadores, os marcadores implacáveis, os incansáveis corredores, os homens das divididas ríspidas, nunca serão endeusados, vendidos por milhões, mas é inegável a necessidade de um jogador "raçudo", em uma equipe que quer ser campeã.
Pensando nesse tipo de jogador, o médio volante Gatuso me vem a memória rapidamente. Ele nunca terá a badalação de craques de sua equipe, como Pato, Kaká, Pirlo. Mas é uma peça fundamental no esquema do time milanês.
Gatuso corre incansavelmente, batalha em cada dividida, corre atrás de atacantes velozes, divide bolas com gigantes, mas é Kaká e outros craques que ficam com a fama e o mérito por cada vitória.
No Brasil, os exemplos também são muitos: Domingos, do Santos; Pierre do Palmeiras; Túlio do Botafogo, dentre tantos outros, todos com algo em comum, trocar os instantes em que defendem seus times, por seu sangue derramado em cada lance da partida.
Não, definitivamente eles não são vilões, no futebol não existe nem vilão nem mocinho apenas seu time e o adversário.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Um futebol censurado

Senhoras e senhores, meninos e meninas, o espetáculo está armado, acomodem-se em suas cadeiras e deliciem-se com a mais nova comédia do futebol brasileiro. A arbitragem "moderna"!
São muitas as pessoas que dizem que o futebol da época de Pelé e Garrincha era diferenciado do atual, um romantismo que ia além dos dribles dos gols e das declarações de amor aos clubes em que jogavam. Era divertido ver os jogadores provocando a torcida adversária, era engraçado ver comemorações inusitadas e era bom ver o time que estava ganhando fazer um "showzinho", para a torcida que ensandecida entoava gritos de "olé".
Hoje podemos dizer que vivemos a época da censura no futebol! Na cartilha dos árbitros encontramos em uma página o que ainda se pode fazer, no caso, o gol. Fora isso há uma série de restrições, como não poder comemorar no alambrado com a torcida, não fazer determinadas danças, não mandar a torcida adversária se calar, não imitar animais que façam alusão às torcidas.
Os jogadores são vigiados por milhares de câmeras e a qualquer momento podem ser punidos por um tribunal, que não segue um padrão para as sanções.
A verdade é que está chato assistir ao futebol com tanta gente querendo aparecer. Os torcedores em sua maioria ficam apreensivos quando o craque do time é expulso, e sabem que ele não será suspenso por apenas um jogo, pois passará ainda pelo crivo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o tão temido, STJD.
Questões como: a censura chegou mesmo ao futebol brasileiro? As pessoas que pensam o futebol de forma moderna têm atrapalhado o espetáculo? O que fazer para melhorar? Rondam o futebol brasileiro e parece que não serão resolvidas tão cedo. Mas quem sabe, algum dia, não possamos rir desses episódios e de tudo o que foi escrito aqui.